Best Personnel Portugal

Recruitment of Health professionals around the world, beyond borders

Testemunho: Elsa Bessa, enfermeira na Irlanda

Sente que é um país seguro? Anda à vontade na rua mesmo que à noite?

Sim, a meu ver é um país seguro. Na rua sinto-me à vontade tal como em Portugal. Claro que estamos numa capital e temos que ter em consideração algumas zonas, principalmente no norte da cidade de Dublin, pelo que ouvi dizer. A zona sul é conhecida como uma melhor zona para morar, mas no norte também existem zonas muito boas. É uma questão de procurar.

 

Os pontos que a surpreenderam pela positiva? E pela negativa?

No geral, as pessoas irlandesas são muito simpáticas e acessíveis. Foi de facto o que mais me surpreendeu pela positiva. Aqui, é normal estarmos numa paragem de autocarro e do nada começarem a falar connosco sobre qualquer coisa, não nos conhecendo de lado nenhum. É uma cidade com muitos emigrantes e não me sinto estrangeira. Quer dizer, sou estrangeira sempre, mas como somos tantos acabamos por ser uma grande comunidade e não nos sentimos “diferentes”.

 Pela negativa, o acesso a serviços de saúde são limitados e muito caros. Na Irlanda, só as crianças com idade até 6 anos têm direito a médico de família, conhecido como GP e os idosos com mais 65 anos. Os adultos em geral, para irem ao médico pagam em média 50€ por uma consulta. Corresponde a uma consulta de especialidade em Portugal numa clínica privada. Uma ida ao hospital ao serviço de urgência custa 100€, uma taxa moderadora, com certeza! Os seguros de saúde são caríssimos e só compensam se realmente estivermos doentes várias vezes por ano, pois só começam a comparticipar as despesas a partir de 150€. Se formos a uma consulta por ano, não compensa ter seguro de saúde. “Baixa médica” no trabalho só é possível ter depois de um ano de trabalho. Não existe licença de paternidade, o pai pode tirar até 2 meses de licença, mas sem vencimento. O que é espetacular! No que respeita à licença de maternidade, são aproximadamente 6 meses, tal como em Portugal.

Qual a sua opinião acerca dos Irlandeses?

Em geral muito simpáticos. Penso que Dublin está em 3.º lugar como a cidade mais simpática do mundo. Ainda não conheço muitos, mas os que conheci simpáticos e acessíveis. Habituados a ter emigrantes no país e a trabalhar com eles.

Comunidade de portugueses?

Como emigrei com o meu marido e com o meu filho, que tem agora 16 meses temo-nos arranjado sempre sozinhos. Estamos cá há cerca de 2 meses e ainda não conhecemos muita coisa nem muitas pessoas (portuguesas ou irlandesas). O meu marido tem um colega português no trabalho, mas já se conheciam de Aveiro e ele também está cá com a esposa. De vez em quando marcamos um café ao fim de semana. No meu trabalho já encontrei alguns portugueses e claro, que quando temos oportunidade, nas pausas, juntamo-nos.

Com o frio que tem estado e com o meu filho pequeno e já muitas vezes doente, não dá muito para sair e juntarmo-nos com mais pessoal e conhecer coisas. Talvez quando chegar a primavera…

Que ideia têm dos portugueses na irlanda?

Eu penso que boa, mas nunca perguntei a nenhum irlandês. Na área de enfermagem, o que sinto é que eles realmente precisam de gente para trabalhar e a nacionalidade não é algo que seja importante.

São 160€ anuais pela licença de tv? É possível pagar todos os meses ou é uma vez por ano?

Neste momento ainda não sei responder a isto, pois não tenho televisão. Já em Portugal era muito raro ver televisão, passavam-se dias sem a ligar. Com o computador portátil e acesso à internet estamos ligados ao mundo na mesma. Já ouvi falar que se paga uma taxa, mas nada mais sei.

No que respeita a preços de serviços de internet, telefone e tv, neste momento pago 45€ por um serviço de internet (Fibra com 240Mbps ilimitado) e telefone fixo com chamadas para fixos internacionais (300 minutos por mês). De um dia para o outro fazem a instalação de tudo em casa.

Custo de vida: supermercados, renda, jantar fora, etc.

O custo de vida é semelhante ao português. Ligeiramente mais caro, mas também temos de ter em atenção que estamos numa capital. As excepções são os arrendamentos de casa e creche.

Pago por um T2, espaçoso a 10 min de autocarro/carro da cidade, 1500€ mensais. Estes valores são praticados em toda a cidade.

No supermercado, tudo é um pouquinho mais caro, mas não muito. E, por vezes aparecem coisas mais baratas que em Portugal. Diria que por semana, em média, gasta-se no supermercado cerca de 20€ a mais do que numa ida ao supermercado em Portugal. O peixe fresco é muito caro cá. Talho é o mesmo preço sensivelmente.

Jantar/Almoçar fora não me parece que seja prática comum aqui na Irlanda e das poucas vezes que fui, tenho ideia que é um pouco mais caro que em Portugal. Aqui não existem as “diárias” por 5/6€ tudo incluído ao almoço J Em média paguei 15€ por pessoa, por nada de especial mesmo. Depois existem também os centros comerciais que têm os restaurantes mais baratos e fast-food em que rondam os preços de Portugal. O café expresso é horrível cá e custa cerca de 3€. A prática comum aqui é beberem chá (que aqui é servido com leite).

Tem uma boa rede de transportes públicos?

Existem autocarros com intervalos de 5/10 minutos, dependendo da hora do dia e da zona da cidade. Com o cartão de viagens recarregável, semelhante ao Andante do Porto, cada viagem fica a cerca de 2€, mas é variável dependendo do número de paragens que se faz. Existe um género de metro de superfície, chamado LUAS, mas não utilizo pois não passa na zona onde moro. Ainda existe o comboio, chamado aqui DART, que atravessa a cidade e tem vários destinos na periferia da cidade. O cartão recarregável chama-se LEAP e pode ser usado em todos os transportes. O comboio quando se destina ao centro da cidade tem por vezes muitos atrasos, assim como os autocarros, por causa do trânsito.

Eu desloco-me de carro para o trabalho, para fazer 5km, que em hora de ponta posso demorar 45minutos a fazer. Aqui conduzimos à esquerda, o que foi muito interessante nos primeiros dias, mas com 1 ou 2 dias a conduzir logo nos habituamos. O trânsito em Dublin é infernal, principalmente nas horas de ponta, tal como todas as grandes cidades.


Maiores diferenças sobre o estilo de vida em Portugal VS Irlanda?

É um país diferente com certeza, mas o estilo de vida não é assim tão diferente.

Também gostam de ir ao café/bar e ao fim do dia aos pubs, claro. Aqui o trabalho acaba para todos à mesma hora, e não existe a política de ficar a trabalhar até às tantas…

Noto que os irlandeses não cozinham muito, comem uma sandes ao almoço e está feito. Ao jantar passam num take away ou comem umas torradas antes de se deitarem.

Não têm medo do frio, pois apesar de já se sentir o inverno, vê-se os garotos de t-shirt e a fazerem atividades ao ar livre. Com certeza, já nascem com outra imunidade que os portugueses não têm.


Vê-se a viver na Irlanda permanentemente?

Por alguns tempos sim, sem dúvida. Pelas oportunidades de conseguir trabalho e fazer carreira. E, claro juntar algum dinheiro. Os salários são muito bons e o custo de vida é apenas um pouco mais elevado que em Portugal. Dublin é a capital, tal como em Lisboa tudo é um pouco mais caro, aqui também o é. Mas com os salários de cá, o balanço é positivo com certeza!

No entanto, o dinheiro não paga a distância à família, as festas de aniversário e de família em que estamos ausentes. Penso regressar a Portugal dentro de alguns anos.


Teve dificuldade em encontrar uma creche? Há uma vasta oferta na cidade de Dublin? 

Existem muitas creches em Dublin e com vagas durante todo o ano. A prática mais comum cá é as crianças ficarem em casa com a mãe, penso que por causa do preço das creches. Apesar de existirem muitas crianças cá, tendo a Irlanda a maior taxa de natalidade da Europa, as creches têm uma ocupação de cerca de 30%. São extremamente caras, entre 150€-200€ por semana, full time. Na Irlanda existe o full time, das 8h-18h, normalmente e inclui todas as refeições para a criança. E também existe o part time, só 2-3 dias por semana. Para procurar creche, basta aparecer nas mesmas e fazer uma visita, ou marcar pelo telefone. Existem creches muito boas mesmo e outras menos boas, mas que na visita se percebe logo. Eu nunca marquei as visitas, procurei na internet a localização e vi se me era conveniente e apareci. Principalmente no fim do dia, para percebermos como realmente a creche funciona e o estado em que está no fim do dia. São muito abertos e mostram logo tudo, preços e como funciona. Mesmo depois de já ter o meu filho numa creche, telefonaram-me de outras creches que tinha visitado a perguntar se ainda estava interessada.


Que conselhos e dicas tem para os portugueses que desconhecem a Irlanda como uma opção para viver?

Aconselho, sem dúvida, a Irlanda como opção para trabalhar e viver. Pela simpatia dos irlandeses, pelo moeda, que não é preciso andar a fazer contas no supermercado, pela língua que é universal e não existe diferença horária com Portugal. Mas, principalmente, pelas oportunidades de trabalho que existem. Aqui, sinto, que quem quer trabalhar e ganhar dinheiro consegue. Basta querer. Já em Portugal, não basta querer…pois não há oportunidades. Aqui é outra vida!

Cheguei a Dublin no fim de Setembro e estamos já desde há muito com tempo frio, chuva e vento. O tempo não tem sido muito agradável comparando com o que estamos habituados, é a única coisa que é menos boa e claro, estar longe da família. Se pudesse mover a minha família inteira para cá, com certeza não regressaria a Portugal nunca mais.

No início, questionamos se fizemos uma boa opção, claro que nos temos que adaptar a muita coisa nova e diferente. Mas, com o tempo, acabamos por nos habituar a tudo e com apenas 2 meses cá, já estou muito confortável com tudo.

Andrea's visit to Porto - December 2014

We welcomed Andrea Gorini, our colleague at Best Personnel, to Porto office, last December 9th to 12th 2014. Many thanks for visiting, hope to meet again soon!

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Estamos ao seu dispor: marque uma hora com uma Recrutadora, para falar connosco presencialmente no Porto ou através de skype, por email ou telefone:

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Feira de Emprego: CESPU, 22 / 23 Setembro 2014

A Best Personnel vai estar presente na 1ª Feira de Emprego da CESPU, Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, nos dias 22 e 23 de Setembro. Estejam atentos, venham conhecer-nos pessoalmente e responder às vossas dúvidas! 

Enfermeiros viajam para a Ilha de Man - Junho 2014

Para os nossos candidatos que viajaram em Junho de 2014 para a Ilha de Man queremos desejar todo o sucesso e felicidades.

 O processo de recrutamento destes profissionais decorreu optimamente e com maior celeridade do que o esperado. Os nossos queridos enfermeiros já iniciaram as suas funções, e estão muito satisfeitos com as suas condições de vida e trabalho.

Estão também muito felizes por fazerem novos amigos com o staff de enfermagem que já anteriormente tinha sido aqui colocado pela Best Personnel. 

Esperamos em breve colocar mais colegas com eles neste local tão pouco conhecido mas com tão boa qualidade de vida. 

Careers in White online - Junho 2014

Entre os dias 9 e 29 de Junho a Best Personnel participou na Careers In White Virtual Fair de 2014. 

Este evento tem um formato único, no qual a Feira de Emprego existe apenas virtualmente, através da página de internet da Careers in White.

Nesta página a Best Personnel teve a sua 'sala' onde recebeu candidatos de várias áreas profissionais e níveis de experiência, tornando o processo de participação muito mais flexível e dinâmico para os candidatos interessados, mas garantindo sempre a segurança da informação dos mesmos. 

Foi de facto um evento diferente, onde contactámos com candidatos interessantes de várias áreas profissionais e geográficas, e onde pudemos experimentar novas formas de os profissionais de saúde chegarem até nós.

Obrigada a todos os candidatos que participaram e se candidataram às nossas ofertas, esperamos um futuro feliz e produtivo para todos. 

Primeiros resultados das Entrevistas para Bournemouth Hospital - Maio 2014

Após um longo mas muito bom processo de recrutamento e entrevistas, nosso recrutamento com um Hospital no Sul de Inglaterra começa a apresentar os primeiros resultados. Dos cerca de 50 enfermeiros recrutados já grande parte começou a trabalhar e a experiência está a ser bastante proveitosa para os enfermeiros e enfermeiras.

Os enfermeiros tem sido recebidos de forma muito positiva, e a sua integração tem decorrido da melhor forma que se poderia desejar.

O Hospital tem demonstrado grande satisfação pela contribuição que estes novos profissionais já estão a fazer no melhoramento da qualidade dos serviços de saúde. 

Uma das enfermeiras criou um grupo no Facebook para que possam trocar impressões entre si e, pelas fotos e comentários, não podiam estar mais satisfeitos. De entre portugueses, italianos, espanhóis e gregos todos estão a viver a mesma experiência e o feedback não podia ser melhor.

Boa sorte a todos! Desejamos que tenham uma carreira longa, feliz, e produtiva.

Últimos eventos - Março 2014

No dia 10 de Março de 2014, completámos um Open DAY, com sessões de entrevistas de selecção para Enfermagem no Reino Unido, no nosso escritório no Porto.

No dia 12 de Março de 2014, estivemos presentes na FEIRA DE EMPREGO DO IPG - EXPO JOB do Instituto Politécnico da Guarda.

No dia 1 de Abril de 2014, participámos na 2ª edição da “Empower Your Future” na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra.

Mais Enfermeiros colocados com sucesso em Nursing Homes no Reino Unido - Maio 2014

Num evento de menor escala, ainda assim de máxima importância, damos os parabéns aos enfermeiros que passaram as entrevistas esta semana para uma Nursing Home em Inglaterra. O nervosismo característico das entrevistas não afetou os nossos candidatos que se saíram lindamente nas entrevistas cara a cara com o empregador.

Ainda dentro deste projeto, faremos um segundo evento para recrutar enfermeiros com experiência para se juntarem aos colegas portugueses que já se encontram lá desde o ano passado e aos novos que viajarão muito em breve. Desta vez, as entrevistas serão feitas por skype.

BPL na Universidade Fernando Pessoa para a 2ª edição da Feira de Emprego e Novas Oportunidades - Fevereiro 2014

Nos próximos dias 11 e 12 de Fevereiro de 2014, vamos estar presentes na 2ª Edição da Feira de Emprego e Novas Oportunidades da Universidade Fernando Pessoa, no Porto.

BPL na Universidade de Vila Real, Seminário, 18 de Novembro de 2013

No dia 18 de Novembro, estivemops presentes em Vila Real, na Escola Superior de Enfermagem, no seminário “Do Mundo Académico ao Mundo do Trabalho”, para informar os recém-graduados sobre o nosso processo de recrutamento e as ofertas de que dispomos em território internacional.

BPL no European Job Days, 29 e 30 de Outubro, 2013

A BPL esteve presente no evento "European Job Days", realizado em Matosinhos, na EXPONOR, no passados dias 29 e 30 de Outubro de 2013, onde recebemos mais de 300 candidatos, de diversas áreas relacionados com a Saúde. Um obrigada a todos os candidatos que nos contactaram, tentaremos ser breves no envio de informação solicitada.

 

 

OPEN DAY – Recrutamento de Enfermeiros e Médicos – Países Europeus de Língua Inglesa - 4 de Outubro, 2013 – Hotel Tivoli, Coimbra – entre 11h e 16h

A Best Personnel esteve em Coimbra, no dia 4 de Outubro de 2013, entre as 11h e as 16h.

"Se está interessado(a) em iniciar carreira noutro país, venha falar connosco, temos um vasto leque de ofertas muito interessantes nas áreas de Enfermagem e Medicina, em países de língua Inglesa na Europa. Iremos prestar informações e realizar entrevistas de pré-selecção. Não se esqueça de levar consigo o seu CV actualizado e em Inglês."

Estivemos em Coimbra, no hotel Tivoli, na Rua João Machado 4/5.

Cobertura nos Media:

http://www.campeaoprovincias.pt/pt/index.php/saude/1861-saude-agencia-realiza-accao-de-recrutamento-para-reino-unido-e-irlanda

http://local.pt/recrutamento-em-coimbra-de-medicos-e-enfermeiros-para-paises-europeus-de-lingua-inglesa/ 

Testemunho: Eliana Firmino, uma Enfermeira em Isle of Man

Eliana  Firmino é enfermeira numa Nursing Home, em Isle of Man (UK). A seguir apresentamos o testemunho sobre uma experiência num cenário pouco habitual mas interessante. (testemunho publicado em Empregosaude.pt - http://www.empregosaude.pt/eliana-firmino-uma-enfermeira-em-isle-of-man-4189/#.UkQEZ4aUQmd)

 

 ES – Diga-me porquê e como é que tomou a decisão de emigrar para o Reino Unido?

Como é do conhecimento de todos nós, neste momento Portugal encontra-se a atravessar um período de grandes dificuldades. Podemos constatar que neste momento em Portugal os mais afectados estão a ser os jovens, jovens com vontade de trabalhar, de lutar por uma causa, com vontade de ficar naquela que sempre foi a sua nação, fazer por esta o que esta um dia fez por nós, lutar para fazê-la crescer novamente.

Estes jovens portugueses, lutadores e determinados, com um longo percurso académico vêm-se obrigados a passar os seus dias a esfolhar o jornal, a percorrer todos os sites da internet à procura do emprego ideal, a enviar 10, 20, 30 vezes por dia o seu currículo e no final de tudo deparam-se com a dura realidade…”Ninguém responde?”, onde está aquela frase educada “obrigada pela sua candidatura”.

Com o passar dos dias, começa assim a surgir a vontade de desistir e abandonar aquele país que de dia para dia nos começa a conquistar mas apenas com desilusões.

Posso dizer que me deparei com estas situações várias vezes enquanto Enfermeira Portuguesa. Último ano de enfermagem, o sonho realizado e a vontade de agora exercer a minha profissão. Deparei-me desde logo com as dificuldades que agora ainda mais de evidenciam. Decidi continuar os estudos e ao mesmo tempo procurar emprego. Mais dois anos em Portugal, a trabalhar para o currículo perfeito, especializei-me em Enfermagem Comunitária e terminei o mestrado nesta mesma área. durante estes dois anos posso dizer que fui Enfermeira, apesar de apenas realizar trabalhos precários saltando entre lares, empresas de apoio domiciliário… Tudo isto em busca de um contrato de emprego que nunca mais aparecia.

Chegou para mim aquela altura de dizer “basta”. Com o apoio incondicional de aqueles que me são mais importantes surge a decisão de abandonar o país e esperar que ele volte a ser o que já foi um dia.

ES –  Descreva algumas das diferenças que encontrou no Reino Unido em relação a Portugal no que toca a trabalhar como Enfermeiro(a)?

Diferenças?! Relativamente a este assunto é mesmo necessário pronunciarmo-nos no plural mas, a que mais se acentua é o reconhecimento que o enfermeiro Português obtém. O nosso País é conhecido pela emigração e todos nós já ouvimos as histórias que daí advêm, a grande realidade é que somos um povo trabalhador, sempre o fomos e fora demonstramos ainda mais essa garra de fazer bem e melhor. Somos bem formados, inteligentes e sabemos bem como demostrar essas nossas características. Posso dizer que cheguei à Ilha de Man no dia 25 de Outubro de 2012, nessa dia tive consciência de que realmente a minha vida iria mudar. Foram feitas as despedidas, e estava literalmente pronta para começar algo novo, começar a construir o meu futuro afastada dos que me são mais queridos. Comigo trouxe uma grande amiga de faculdade, que sem dúvida foi o que possibilitou uma adaptação mais rápida, adaptação à meteorologia, à língua, às pessoas…

Agora, um ano mais tarde o mais difícil continua a ser a adaptação às condições climatéricas, pode parecer cliché mas esta é a realidade.

Aqui, passado seis meses a exercer aquela que é a minha paixão consegui um reconhecimento que eu jamais conseguiria em Portugal passados 20 ou 30 anos de árduo trabalho. A enfermagem que nós exercemos e que nos é ensinada em Portugal é bastante diferente da Enfermagem Inglesa e não só. Como me dizia ainda ontem uma auxiliar de ação médica (care assistance) que acompanhou bem de perto a realidade do meu trabalho: “you makes my job, your job and after papperwork. How you can?” São estas palavras que no fim do dia, quando chegamos a casa nos fazem sentir realizados.

Posso ainda dizer-vos que aqui pessoas são extremamente afáveis, ao contrário do que eu tinha em mente. São divertidas e acima de toda a diversidade cultural que existe nesta Ilha são extremamente confiáveis. É sem dúvida um lugar extremamente seguro. Um óptimo lugar para viver.

ES –  Em que aspectos é que acha que o facto de ter tomado contacto com a BPL influenciaram a sua experiência de trabalho no Reino Unido?


Sem dúvida que o contacto realizado com a BPL ajudou muito. Foi através desse contacto que hoje estou onde estou. O contacto com a BPL foi o primeiro passo, e foi graças a esse primeiro passo que hoje me sinto realizada, com força e vontade para continuar. Tenho também a agradecer-lhe pela força e apoio, quer durante as entrevistas quer relativamente a toda a documentação necessária.

ES –  Quais são os seus futuros planos de carreira após esta primeira experiência?


Sempre me considerei uma pessoa extremamente ambiciosa, continuo a apostar na minha formação, e o local onde exerço a minha profissão apoia-me incondicionalmente nesse aspecto, fornecendo-me os instrumentos necessários para o meu crescimento.

Tenciono permanecer aqui e desde o início que me foi colocada essa proposta, fui muito bem recebida e conquistei total confiança através do meu trabalho, esforço e dedicação. Continuo a sentir falta dos meus mas como em qualquer outro lugar temos a facilidade de ir a Portugal várias vezes ao ano e continuo a ter o apoio incondicional dos que me são mais queridos. Se tenciono voltar a Portugal?! Talvez, um dia… Mas com certeza esse regresso não está para breve. Descobri aqui o meu futuro, e aqui tenho as condições perfeitas para me sentir realizada. Aqui vou crescer, como pessoa, como profissional, como enfermeira.

Testemunho: Cátia Ferreira, uma Enfermeira na Bélgica

Testemunho publicado em: Empregosaude.pt (http://www.empregosaude.pt/catia-ferreira-uma-enfermeira-na-belgica-3816/#.UkQFGYaUQmc)

Entrevista para o Emprego Saúde por: 
Mónica Sousa Administradora do grupo do facebook Grupo Enfermeiros em Portugal e no Mundo  Questões baseadas no artigo de Inês Almeida
Filipa Mendonça, na rota da diáspora da enfermagem 


Cátia Ferreira. 24 anos. Nascida em Baltar, distrito do Porto. Defino-me como Teimosa, faladora quanto baste, divertida e apaixonada por viagens. Durante anos quis ser jornalista, mas aos 18 anos ao ter o meu primeiro contacto com o meio hospitalar, e ao visualizar a capacidade de trabalho de uma equipa que dá 100% todos os dias para o bem-estar do outro, decidi ser enfermeira, profissão que exerço em Anderlecht, Bruxelas há um ano, após quatro anos de licenciatura na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria. Aos 24 anos considero me realizada e feliz com a decisão de deixar Portugal.

Cátia, quando iniciaste a tua licenciatura em Enfermagem, já perspectivavas seguir uma carreira fora do país?

Sim, frequentei o curso de enfermagem em Leiria durante 4 anos. Quando iniciei a licenciatura em enfermagem, tive esperança de conseguir trabalho em Portugal, mas a partir do 3º ano percebi que não ia ser fácil e comecei a pensar em alternativas, como trabalhar fora do país. Ideia assustadora inicialmente, mas que se foi tornando forte com o passar do tempo, sobretudo depois de realizar Erasmus em Espanha durante 3 meses.


Como chegaste à opção “Bélgica”?

Decidi escolher a Bélgica depois de uma palestra realizada pela BestPersonnel na minha escola, sobre países que têm mais carência de enfermeiros. Falaram sobretudo de Inglaterra e da Bélgica. Decidi escolher a Bélgica, porque é um país semelhante e próximo de Portugal, e sobretudo porque ouvi testemunhos muito positivos quanto ao modo de vida e de trabalho. Então apostei em aprender francês, inscrevi-me na BestPersonnel e enviei os documentos necessários para trabalhar na Bélgica e depois de 5 meses tinha tudo tratado e a passagem de avião.

Como se processou a escolha do local de trabalho?

Quando me inscrevi na BestPersonnel, respondi a um anúncio para cuidados continuados na Bélgica, depois tive o primeiro contacto com a empresa que me disponibilizou todas as informações e opções de trabalho. Tive uma primeira entrevista online com a pessoa responsável que quis conhecer os meus objectivos, e também explicar-me o que era necessário para conseguir a autorização de trabalho. Passado um mês contactaram-me e já tinha trabalho em Anderlecht. Os restantes meses foi para tratar de burocracias.

E os primeiros tempos, como foi essa adaptação?

É sempre difícil deixar a cidade que viveste durante anos, mas eu estive sempre muito entusiasmada, queria mesmo começar a trabalhar e ser independente, então tentei manter a mente aberta.
O primeiro mês é crucial, é o mais difícil como costumo dizer, é quando tens o contacto verdadeiro com a língua, com o trabalho e com as pessoas.
Eu vim com o meu namorado, também ele enfermeiro e ainda hoje consideramos que tivemos muita sorte. A cidade é óptima, muito calma e as pessoas receberam-nos muito bem.
Relativamente à cultura dos belgas apesar de por vezes pensarmos que sim, não é muito diferente da nossa, mas como Bruxelas é um país que se situa no centro da Europa, acabamos por conviver com pessoas de diferentes países o que acaba por ser engraçado conviver com os seus diferentes costumes.
A língua francesa foi o maior obstáculo, porque vinha de Portugal optimista quanto ao meu nível de francês, e quando cheguei à Bélgica, nas primeiras semanas as pessoas falavam tão rápido que só entendia as primeiras palavras. Mas com o passar do tempo, e com a ajuda da equipa com quem trabalho, as coisas foram ficando mais fáceis.


O que é que foi mais complicado de gerir?

Como já referi anteriormente, posso considerar que tive muita sorte, a empresa conseguiu arranjar-me casa antes de chegar à Bélgica, depois tive a companhia do meu namorado em todo o processo e por fim foi também a equipa de trabalho sempre muito acessível, o que facilitou a mudança.
Mas como é óbvio, as lágrimas que deixamos cair quando deixamos a família e amigos foi e continua a ser o mais difícil, mas felizmente que temos as tecnologias como o Skype que facilita muito as coisas! Depois existem sempre as saudades da comida que nunca é a mesma que a mãe faz, e do sol, pois, em Bélgica é praticamente Inverno o ano todo. Mas estes são aspetos que vão sendo ultrapassados com o tempo.

E as diferenças relativamente ao exercício da profissão?

Sim é verdade cheguei a Bélgica só com a experiência dos estágios, e posso afirmar que estamos muito bem preparados. Claro que as primeiras semanas são sempre uma novidade e de constante aprendizagem, porque tens de perceber a organização do serviço, conhecer a equipa, os doentes… mas tem sido muito bom, sobretudo porque os métodos de trabalho, as técnicas são as mesmas que aprendemos na escola, às vezes com uma ou outra diferença, mas quando isso acontece existe liberdade para discutir as diferentes alternativas.

Eu neste momento trabalho no privado, em psiquiatria, nas conhecidas ”nursing Home”, e as condições para os pacientes são muito melhores comparadas com Portugal, há todo um cuidado que em Portugal no mesmo tipo de situação não existe. Mas os cuidados e a organização de trabalho é semelhante.
Um aspecto onde notei que realmente estamos mais preparados, é no tratamento de feridas, temos mais conhecimentos, mais vigilância e mais assepsia.
Outra grande diferença passa pela burocracia: papéis e dossiers para tudo e mais alguma coisa, perco muito tempo diariamente no que toca a completar e assinar os meus cuidados.
Um aspecto positivo é que existe abertura e possibilidade de discussão no que diz respeito à relação enfermeiro – médico, o que é muito satisfatório.
Tenho que reforçar também que a capacidade de trabalho dos portugueses em relação aos belgas/outras nacionalidades é enorme, observa-se isso diariamente, trabalhamos mais horas se necessário, não faltamos ao trabalho, estamos constantemente disponíveis e trabalhamos rápido e bem, por isso é que gostam tanto dos enfermeiros portugueses e isso é mais um ponto positivo para quem pensa vir trabalhar para a bélgica.

Existe uma presença portuguesa notória em Bruxelas?

Sim, existe uma grande comunidade portuguesa aqui em Bruxelas. Conheço muitos enfermeiros que deixaram Portugal na esperança de um novo começo, existem também muitos cafés, restaurantes e curiosamente existe uma praça que é conhecida como a praça mais portuguesa de Bruxelas, a praça Flagey.

Satisfeita com a escolha?

Estou a gostar muito e tenho a certeza que a fiz a escolha acertada. A bélgica é um óptimo país para viver e trabalhar, a comunidade belga gosta muito dos portugueses e recebem-nos muito bem.
A decisão é difícil, deixar família e amigos… é uma saudade diária, mas temos sempre que acreditar que pode haver um futuro risonho à nossa espera em qualquer lugar do mundo.
Por isso quando vejo as pessoas indecisas se devem ou não lutar por um novo começo, o meu conselho é não desistir, não ter medo, o estrangeiro é uma óptima opção, existem muitos países que querem e gostam muito dos enfermeiros portugueses por tudo: pelo óptimo currículo, formação.. por isso devemos aproveitar e fazer o que mais gostamos..que é cuidar do outro, seja ela inglês, francês, alemão, o importante é a formação e o carinho à profissão e se isso existe, a sorte vai estar do nosso lado.

Entrevista para o Emprego Saúde por: 
Mónica Sousa Administradora do grupo do facebook 

Grupo Enfermeiros em Portugal e no Mundo 

Open Day na i9Project - 18 Julho 2013

A Best Personnel realizou uma sessão de esclarecimento, no dia 18 de Julho de 2013, nas instalações da i9Project (nosso parceiro), no Porto, sobre as nossas mais recentes ofertas para profissionais de saúde. Apareça, e não se esqueça de trazer o seu CV consigo! 

Morada: Rua Sá da Bandeira, 766 1º Esq., 4000-432 Porto 

http://www.i9project.net/

OPEN DAY - Enfermeiros Generalistas e Especialistas para o Reino Unido - 7 de Junho 2013

A Best Personnel esteve presente em Lisboa para realizar nova sessão de esclarecimento sobre ofertas na área de Enfermagem para o Reino Unido. Estamos à procura de Enfermeiros Generalistas e Especialistas. O leque de ofertas é variado, incluindo posições para Nursing Homes do sector privado e para Hospitais do sector público, perfazendo um total de cerca de 50 posições em aberto. 

Vamos estar no bar do TRYP Lisboa Oriente Hotel, dia 7 de Junho de 2013, entre as 10h - 13h e as 14-16h, junto à Gare do Oriente.

Se está interessado(a) em desenvolver carreira no Reino Unido, iremos prestar informações e realizar entrevistas de pré-selecção. Não se esqueça de trazer consigo o seu CV actualizado e em Inglês. 

OPEN DAY – Enfermeiros e Médicos Reino Unido, 8 de Maio 2013

A Best Personnel abre as portas do escritório, no próximo dia 8 de Maio de 2013, entre as 14 e as 16h.

Se está interessado(a) em inciar carreira no Reino Unido, temos um vasto leque de ofertas muito interessantes nas áreas de Enfermagem e Medicina. Iremos prestar informações e realizar entrevistas de pré-selecção. Não se esqueça de trazer consigo o seu CV actualizado e em Inglês.

Estamos à sua espera no nosso escritório do Porto, na RUa D. Manuel II, 51C, 1 Esq. Frt, no Cristal Park, próximo do Hospital de Santo António.

Artigo no p3.publico.pt

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Os dados e estatísticas da emigração

Portugal cada vez mais se destaca como um país onde os dados do desemprego se revelam preocupantes (em 2010 o INE, Instituto Nacional de Estatística, registou uma taxa média de 7,1 % de desempregados com formação superior), levando a que o número de licenciados dispostos a abandonar o país tenha crescido exponencialmente ao longo dos últimos anos.

São vários os dados estatísticos, bem como diversas as fontes, que apontam para números díspares; a conclusão final é, contudo, consensual: há cada vez mais portugueses a procurar emprego fora do país sendo que a classe dos enfermeiros contribui em larga medida para o crescimento de tais números.

De acordo com dados publicados e gerados por um estudo da Ordem dos Enfermeiros realizado em 2010, verifica-se uma percentagem de  profissionais que não exercem de 29%, isto entre os jovens que concluíram as respectivas licenciaturas em enfermagem entre os anos de 2007 e 2009. Por outro lado, um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), publicado no mesmo ano, conclui que existe escassez de enfermeiros no país.

Para informação detalhada sobre a situação e empregabilidade dos licenciados em enfermagem  no ano de 2010 consulte o seguinte link para aceder a um estudo efectuado pela Ordem dos Enfermeiros portuguesahttp://www.ordemenfermeiros.pt/documentosoficiais/Documents/Situacao_Profissional_Jovens_Enfermeiros_2010.pdf

O 'Forum de Enfermagem' constitui uma fonte de informação extremamente relevante para todos os enfermeiros que procuram emprego e informação relevante e coloca agora a tónica sobre a exponencial fuga dos enfermeiros portugueses para outros países onde a oferta contempla a procura.

Visite o site http://www.forumenfermagem.org/ para saber mais, e subscreva a newsletter em http://www.forumenfermagem.org/cgi-bin/dada/mail.cgi/list/emprego/.

Arábia é oásis para enfermeiras

(in SOL)

por Liliana Garcia

A Arábia Saudita começa a ser um ‘oásis’ para as enfermeiras insatisfeitas com a situação laboral em Portugal. Para Riade, a capital do país, emigraram já quatro portuguesas. O objectivo: ganhar muito dinheiro. Por mês recebem acima de 3.200 euros, livres de impostos.

«Toda a gente vai para a Arábia Saudita pelo mesmo motivo: ganhar dinheiro», frisa a pioneira portuguesa, Sofia Macedo. Esta enfermeira de 28 anos mudou-se para Riade em Fevereiro de 2009, para receber um bom ordenado. Acabou por ganhar também um noivo, um engenheiro hidráulico francês, que trabalha na companhia nacional das águas da Arábia Saudita. Mas sobre o desafio de uma mulher solteira namorar naquele país falaremos adiante.

Em Portugal, segundo Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, existirão cerca de três mil enfermeiros desempregados. Cansadas do cenário de precariedade, Sofia Macedo, Andreia Viana, Marta de Sousa e Diana Oliveira desvalorizaram as diferenças culturais do mundo árabe e apostaram na estabilidade económica e na realização profissional.

Isentas de impostos e com alojamento e despesas de água, luz e gás pagos, as quatro enfermeiras conseguem ter um nível de vida que dificilmente teriam em Portugal. Dois anos de experiência profissional e domínio do Inglês são os requisitos exigidos.

«Ninguém pode ir para lá sem ter contrato de trabalho; só se é aceite se a agência de recrutamento for bem vista no país», explica Sofia Macedo. É o caso da Professional Connections, empresa através da qual as portuguesas conseguiram contrato de trabalho na Arábia.

Ann Griffin-Aaronlahti, directora da Professional Connections, explica ao SOL que, devido ao rápido desenvolvimento dos cuidados de saúde e dos grandes hospitais da Arábia, entre 1970 e 1980, houve sempre necessidade de recrutar expatriados. Mas, sublinha, «a percentagem de enfermeiras ocidentais tem vindo a aumentar desde 2008».

De 800 para 3.500 euros

Com contratos renováveis de um ano, 50 dias de férias anuais, horas extraordinárias pagas a 150% e viagens gratuitas no início e no final do ano, as quatro portuguesas decidiram aventurar-se num país onde as mulheres não podem conduzir e onde têm de usar abaya (longo vestido preto, que cobre pernas e braços) quando andam na rua.

Em Outubro de 2010, Andreia Viana, que trabalha em cuidados paliativos ao domicílio, trocou os 800 euros, que recebia na Unidade Local de Saúde de Matosinhos, pelos cerca de 3.500 euros de ordenado no Hospital King Faisal, em Riade. «Em seis meses, consegui poupar sete mil euros», conta.

Andreia, de 28 anos, evidencia que foi preciso ficar a uma distância de mais de 5.000 quilómetros de casa para se sentir «completamente realizada». «A vida lá é mais facilitada. Na minha equipa somos sete enfermeiras e sete tradutores e são os tradutores que nos conduzem à casa dos doentes», explica.

Em Portugal, Sofia Macedo ganhava entre 1.200 e 1.300 euros. Em Riade começou por ganhar 3.200 euros e, após ter sido promovida a educadora clínica (cargo que não existe em Portugal), passou a auferir 3.800 euros. «Se fizesse uma vida de trabalho-casa, gastaria por mês só 500 euros».

Além do salto económico, a enfermeira portuense cresceu profissionalmente: «Como é um hospital que trabalha com 36 nacionalidades diferentes, é uma experiência muito enriquecedora, pois tudo se faz segundo a melhor investigação do estrangeiro».

Sofia conta que ao Hospital King Faisal – um dos mais prestigiados do Médio Oriente – «chegam, todos os meses, 40 enfermeiros vindos de todo o mundo». E acrescenta ter colegas portuguesas a querer seguir-lhe os passos.

Em casa de solteira, rapaz não entra

Na Arábia, as enfermeiras expatriadas e solteiras ficam a residir no campus do hospital, em acomodações só para mulheres. Ali, rapaz não entra. Já as enfermeiras casadas vivem num compound (área habitacional privada, onde só se entra com autorização). É o caso da alentejana Marta de Sousa, de 33 anos, que vive em Riade com o marido.

Na Arábia, não há cinemas ou discotecas. Nem transportes públicos. Quando necessário, o hospital disponibiliza serviço de transporte. Nos tempos livres, as quatro expatriadas vão a centros comerciais ou a restaurantes – sendo que nestes existe uma área para famílias e mulheres solteiras e outra para homens solteiros.

Marta de Sousa explica, ao SOL, que também é possível «ir às praias privadas em Jeddah, onde se pode vestir biquini, ou fazer mergulho no Mar Vermelho». Além disso, existem passeios no deserto ou festas nas embaixadas. Foi, aliás, numa festa na embaixada dos EUA que Sofia Macedo conheceu François, com quem namora há um ano e meio.

O namoro em terras árabes tem sido um desafio para ambos, até porque o facto de uma mulher solteira sair com um homem pode ser motivo para detenção, por parte da Polícia Religiosa. Sofia já sabe os locais onde a polícia se encontra e, por isso, é cautelosa nos gestos de afecto: «Se se agir naturalmente, eles não pedem os documentos aos casais e como somos os dois brancos, com ar europeu, acabam por não incomodar muito», observa. Sofia admite, porém, que «os entraves são grandes e só quando se gosta muito de alguém é que as relações podem funcionar».

Se não estivesse noiva, a enfermeira portuense ficaria em Riade até se fartar. Mas, como o contrato de trabalho de François termina em 2012, seguir-se-á outro país: «Provavelmente ficaremos em Inglaterra, mas o mundo é uma ervilha e podemos ser enfermeiras em qualquer parte do mundo. Menos em Portugal, para muita tristeza minha».

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Dr. Ana Ribeiro